Busca:
< AGENDA
setembro 2010
>
D S T Q Q S S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30




VOCÊ ACREDITA QUE EXISTE JUSTIÇA PARA PUNIR POLÍTICOS NO BRASIL?
SIM
NÃO

 




Brasileiro troca cheque especial por cartão de crédito


Fonte: AE - 14/7/2010

Visualizações: 22

Após reinar por anos como principal linha de crédito dos brasileiros, o cheque especial tem perdido adeptos. Dados do Banco Central (BC) desta segunda-feira mostram que, proporcionalmente, o uso dessa opção nunca foi tão baixo. Hoje, o limite da conta é fonte de 34% dos empréstimos realizados pelas famílias. Há dez anos, eram 60%.

Mas a troca embute um problema grave: os clientes têm migrado para uma opção ainda mais cara, o cartão de crédito - que tem o maior juro entre as operações bancárias. Em abril, 26,8% de todo o crédito da pessoa física foi tomado no dinheiro de plástico, novo recorde. Bancos admitem que "pode haver problema" se a expansão continuar no atual ritmo por muito tempo.

Como meio de pagamento, a migração do cheque para o dinheiro de plástico é um movimento esperado e que aconteceu em praticamente todos os países. Mas, no Brasil, a troca tem uma particularidade: gerou mudança no perfil do endividamento das famílias. É aí que mora o problema, já que o juro do cartão é muito maior que o praticado no cheque: o uso do limite da conta cobra 161,3% ao ano; o rotativo do cartão cobra 238,3%. Em outras palavras, os brasileiros trocam um juro caro por outro mais caro ainda.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) diz que a mudança do perfil de endividamento não traz preocupação por enquanto, mas admite que "pode haver problema" se o atual ritmo continuar por muito tempo. "Estamos em um período de aprendizado de bancos e clientes. Na medida em que o mercado cresce, o instrumento de crédito é ajustado à sua finalidade. Imagino que existem clientes que usam as operações de forma incorreta. As instituições sabem que, se isso continuar por muito tempo, podemos ter problemas lá na frente", afirma o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg. "Mas acho que isso não vai acontecer", minimiza.

Para o especialista em economia doméstica e direito do consumidor, Cláudio Boriola, essa pratica é costumaz. "Infelizmente, o brasileiro não possui educação financeira nas escolas, precisamos ensinar os jovens de hoje que serão o futuro do páis amanhã a saberem lidar com o dinheiro. Essa falta de cultura corrobora e muito com o sistema capitalista selvagem que vem individando as pessoas a longo prazo, isso é prejudicial para toda a economia", enfatiza.   


Comentários dos Internautas:
Obs.: As mensagens são de inteira responsabilidade de seus autores.

Não existem comentários para essa notícia





:: Unidades de Atendimento :: Produtos e Serviços :: Notícias :: Convênios :: Expediente ::
Copyright 1994/2010 Boriola Consultoria - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por Boriola - Tecnologia