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Boriola Consultoria

Por que não temos a verdadeira “Minha Casa, Minha Vida”.
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O brasileiro vive, na expectativa de adquirir a casa própria. Essa era uma constância, nas décadas passadas. Até que, finalmente, subiu, ao Poder da República, o tão esperado Partido dos Trabalhadores, que teve, como representante Presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva e, atualmente, sua sucessora, Dilma Roussef.

Essa agremiação política criou o Programa “Minha casa, minha vida” e, após adquirir a Instituição bancária, Nossa Caixa – Nosso Banco, do Estado de São Paulo, englobou tudo com a denominação de Banco do Brasil S.A.. O Governo Federal teve por aspiração econômica fortalecer o carro chefe bancário nacional, fazendo-o uma Instituição mais poderosa, com mais credibilidade financeira, quer no campo interno do País, quer no campo Internacional.

Não há dúvidas de que fora nessa transação ainda a neblina representativa de transações dúvidas entre os Governos Federal e o Governo do Estado de São Paulo.

Muito evidente, de luz palmar, que havia e há por parte do BACEN – Banco Central do Brasil, certa dificuldade de negócios transacionais, uma vez que, os grandes Bancos particulares – Bradesco, Itaú, Santander etc., estavam a pressionar o Governo Federal, chamando para eles, bancos privados, as vantagens das transações multicoloridas.

Isto, sempre foi o grande freio econômico para o presidencialismo, para as finanças de natureza privada e, sempre a chave do como abrir as portas do Tesouro para os magnatas de natureza pública privada – os Bancos, em ascensão, para melhores perspectivas dos bilhões anuais de renda que representaram não só a chave de ouro do Tesouro privado para acrescer, ainda mais, as economias particulares, de Grupos Econômicos, que não, a economia do Erário Nacional.

Enxergando a vida econômica do País, a saia justa em que o Governo Federal, Estadual e Municipal, sempre ficavam submetidos ao Capital, exclusivamente, privado, é que, o Governador de São Paulo, na época e o Presidente da República, resolveram a grande dificuldade dos dois governos. O Governo de São Paulo encontrava-se desfalcado de capital e o Governo Federal precisava reforçar sua esquadra econômica para garantir os abalos da dívida interna, bem como, da dívida externa.

Serra, de mãos atadas, à vista de compromissos econômicos, deixados por outros governos anteriores e, Luiz Inácio Lula da Silva, precisavam safar-se das ameaças internas dos Grupos Econômicos bancários, cujos, quando não prejudicavam as metas governamentais, chegavam até paralisar o andamento normal de qualquer administração, interna e externas nas administrações Federal, Estadual e Municipal.

Surgiu o álibi da compra da Caixa Econômica Estadual de São Paulo; fez com que os olhos da economia interna e externa, refletissem sobre as posições anteriormente tomadas, com espoliação, que como um breque econômico laborava, no sentido de manter, de por ou tirar governantes do Poder.
Com essas situações alicerçadas, amealhadas aos interesses comuns da sórdida política, sempre alevantou-se a plebe eleitoreira, a satisfação das campanhas políticas, propostas, por ocasião das eleições.

O Governo Federal, ícone da classe trabalhadora, chegou onde era o desejo dos “Sem Tetos”. Com o Poder, nas mãos, criou diversos programas, vestidos com pele de carneiro, mas com conteúdo do “lobo mau”. Advieram o Bolsa Família, o Bolsa Escola, o Minha casa, minha vida, todos, sob a denominação de PAC I, PAC II e PAC III. São três planos de grande reflexão econômica.

Infelizmente, o âmago desses programas, nunca fora revelado ao eleitorado. O Bolsa Família, o Bolsa Escola e similares, serviram para tapear eleitores marginalizados, sem perspectiva de vida melhor, e com conhecimento de formação nacional, reduzindo a nota a quase zero, que representa o sopé da Pirâmide Social, tripartida em – base, meio e elite. Haja visto, que até uns planos menores de colocação de luz elétrica, nos confins do Brasil, apareceram e foram realizados. Planos cheios de falsidade ideológica apareceram para minorar as lágrimas dos brasileiros de certas regiões do País, onde a possibilidade de ganho diário chega, até R$10,00/dia.

Outros planos serviram para agradar a mulher brasileira de pouco discernimento, que viu o representante do Executivo brasileiro, do seu Partido e dos seus seguidores propalarem para as mulheres, menos ávidas, mas cheias de enorme calor humano, deixado por Deus, que é o amor das mães para os filhos indefesos. Ouviram pelos quatro cantos do País, as sucessivas batidas dadas, no falso sino da Democracia, dizendo que as crianças, agora, podiam ter cadernos, uniformes, merenda escolar, etc., mas, sem propalarem que, o dinheiro para todos esses gastos, saem do bolso da Classe Média, a que mais paga impostos, no País.

Os ricos, banqueiros, grandes fortunas, fazendeiros e industriais, são os que, realmente, pagam ou trocam de gaveta o dinheiro dado ao povo, lá, nos confins da Economia Brasileira. Esses soldos fazem arregalar os olhos das pessoas de pouco conhecimento e cultura, perceber que, vieram do sagrado suor, da exploração do desforço físico dos empregados, cujos, permanecem esquecidos, no fundo do Poço Econômico Brasileiro, aparecendo aos olhos dos que não vêem a realidade, a razão da existência desses Pac’s. Sempre foram e os serão – moedas geradas dos trabalhadores que, realmente, trabalham, fazendo verter dos poros dos seus braços, do seu corpo e da sua testa – a razão da Economia Nacional.

Para essas táticas politiqueiras e não verdadeiras, basta existir um programa de televisão beneficiente como o Criança Esperança, Teleton entre outros, onde sempre aparecem os grandes lobos revestidos com lã de carneiro, dizendo – “O banco tal, através do seu representante, oferece tantos Reais ao Programa”. No exato momento, dessa exteriorização econômica, existe uma inverdade com relação a esse dinheiro dos beneméritos milionários.

Ao apresentar-se nesses Programas doando essas quantias, deveriam dizer – “Este dinheiro é a migalha do doador, oferecida aos que dela necessitam. Fora capitada por nós, que espoliamos os clientes cobrando altas taxas, tarifas, juros etc., não raras vezes por emissão de cheques sem fundos e, até mesmo, contrariando a política dos juros legais”.

A razão político-filosófica de tudo isso, é por ser, o nosso Sistema Democrático, uma verdadeira farsa contracenando com a realidade palpável.

Apenas para citar, aponto aqui, um grande valo de arrecadação não aproveitado pelos políticos e politiqueiros, que é a enxurrada de recebimentos, sob a denominação do IPVA e sua administração, cujas escoam por canais indiretos da Economia Nacional, nada ajudando ou facilitando as pessoas, as correlações, o emprego do dinheiro, nos quadrantes do Trânsito brasileiro.

É do nosso entender que, a administração dessa fonte de renda, deveria ser do Governo Federal, ter caixas de recolhimentos próprios, tanto para recebimentos, quanto para escoamento dessa riqueza incontável, que ninguém sabe, para onde vão os bilhões e trilhões dela, sem contar outros fatos, dos quais tem-se conhecimentos; sem mencionar os escândalos havidos, nas últimas décadas - mensalão, Correios, Judiciário, Ministério do Trabalho, Ministério dos Transportes, entre outros cujas anotações, encheriam páginas desta nossa reflexão.

O Programa “Minha casa, Minha vida”, é daqueles que, o beneficiário toma emprestado do Erário, R$50.000,00; a casa construída e terreno, no decorrer de 20 ou 30 anos, chega ao apanhador do dinheiro emprestado que pagará de 100% até 300% do valor desse imóvel no final da liquidação; podendo alguns chegar até a 500% dependendo do prazo de pagamento – 60, 120, 240 meses, etc.

Nunca existiu um agiota maior daquele que, escancaradamente, infringe a lei da usura - o Governo, dando exemplo de uma falsa Democracia, visando o retorno de um voto, nas próximas eleições. Os palanques que o digam se é verdade ou não.

Não podemos nos esquecer de que, esse dinheiro, tomado emprestado, pertence aos trabalhadores, que morreram e não levantaram o FGTS; dos trabalhadores que não se preocupam em fazer uso desse dinheiro depositado junto à Previdência Social e, autarquias. É mais uma exploração do homem pelo homem; do prepotente contra os matutos e dos ávidos políticos contra a Classe Social chamada, Classe Média.

Os ricos, os profissionais liberais de alta escala, têm as portas abertas para poderem ocultar, realmente, onde não vai o imposto de renda de sua pessoa física ou jurídica, mas onde se situa a falcatrua para tornar impossível a boa fiscalização pelas Fazendas - Federal, Estadual e Municipal; afora, outros meios de ocultamento, perniciosos, da riqueza nacional como - envio de grandes somas à bancos estrangeiros; as transações famélicas do tráfico e do contrabando; hoje, permitindo que o País chamado, Brasil, governado pela falsa Democracia, sinta-se criança para colocar o trem nos trilhos da verdade, da economia, do Direito e da Justiça.

Para exemplificar e não ser prolixo, aí está o banditismo do tráfico, do roubo de madeiras, do confronto no Estado do RJ e do despreparo armado de nossa Polícia por falta de verba específica, que o momento exige; a venda do café, a compra do mesmo café do Brasil do Paraguai e, do Paraguai para o Brasil. Tudo isso, representa os truques governamentais e democráticos. A fronteira do Brasil com o Paraguai provoca evasão das divisas brasileiras. É outro assunto que revivido, através dos Séculos, desde o Descobrimento do Brasil.

A fonte do álcool que temos, majora seu pagamento por litro; a fonte do petróleo majora a gasolina; toda matéria bruta vendemo-la aos países estrangeiros, como aconteceu com a Cia Vale do Rio Doce e outras fontes naturais de nossa riqueza, como está acontecendo com o Estado do Amazonas.

As demais Nações com medo de uma falsa potência dizendo que, é melhor dividir para governar, mas, as velhas raposas da China, Índia, Japão, Estados Unidos, não possibilitam qualquer administração vantajosa para os brasileiros que, sendo ricos, são considerados pobres de riqueza, conhecimento e administração. Fazem com que esse gigante Brasil, formado pela própria natureza, sofra aos pés das velhas raposas internacionais, que para tudo, exigem subsídios e, até se envolvem, na legislação brasileira ditando normas que possibilitam os Países externos a sugarem o País abençoado por Deus.

Quando se cuidar desses buracos existentes na Economia Nacional, seremos, por destinação histórica, o gigante da América do Sul e do Mundo e, teremos mais casas para os pobres; teremos menos desigualdade social; teremos mais Famílias fisicamente e mentalmente bem formadas, possibilitando a vida do cidadão autossuficiente para que não seja submetido aos objetivos das velhas e falsas raposas.

Cláudio Boriola, consultor financeiro, palestrante, especialista em economia doméstica e direitos do consumidor. Autor dos livros: Paz, Saúde e Crédito; Práticas da Negociação; De Um tostão a Um Milhão e do Projeto para inclusão da disciplina "Educação Financeira nas Escolas brasileiras".