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Descontrole de gastos é um dos motivos da inadimplência
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SÃO PAULO - O descontrole dos gastos é o responsável pela entrada de 23,1% dos consumidores do Rio de Jnaeiro no ranking da inadimplência.

De acordo com a pesquisa “Perfil do Inadimplente”, feito pelo Centro de Estudos do CDL-Rio (Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro), 35,7% dos consumidores do Rio de Janeiro afirmam que o desemprego é o maior motivo da inadimplência.

A queda da renda familiar aparece em seguida, com 25,2% das respostas, além das fianças e avais, apontadas por 11,2% dos respondentes. Já as doenças na família aparecem por último, com 6,3%.

Tipo de dívida
Segundo o levantamento, 30,8% dos consumidores entraram no ranking da inadimplência por dívidas com o cartão de crédito.

Em seguida, aparecem as compras no comércio (23,8%), sendo considerado a compra de roupas, calçados e eletrodomésticos, além do uso de bancos, financeiras, empresas prestadoras de serviço e financiamento imobiliário.

Na pesquisa, os consumidores também revelaram que adquiriram crédito por meio de cartão de crédito, cartão de loja, carnê e cheque.

Valor da dívida
A pesquisa mostra que 3,5% destes consumidores têm prestações atrasadas de até R$ 100, enquanto 9,1% afirmaram que as dívidas são de até R$ 200.

De acordo com o levantamento, 4,2% dos consumidores possuem dívidas de até R$ 350, já para 2,8% as dívidas são de até R$ 500. Por fim, 3,5.% disseram que as dívidas são de até R$ 1.500.

Dos entrevistados 53,1% pretendem quitar o débito fazendo acordo com os credores, 45,5% usando recursos do próprio salário, 5,6% com empréstimo, além de outros recursos.

Quando tiveram seus nomes negativados 31,9% trabalhavam no comércio, 14,2 eram prestadores de serviços, 7,1% na indústria, 7,1% na construção civil e em outras atividades.

Perfil
Entre os respondentes, 47,6% eram homens e 52,4% mulheres, sendo que 25% deles tinham entre 21 e 30 anos, 58,8% tinham renda familiar entre um e três salários mínimos, 35,3% tinham o segundo grau concluído e 14,7% tinham curso superior completo.

Já entre as mulheres 33,3% tinham entre 21 e 30 anos, 57,3% tinham renda familiar entre um e três salários mínimos, 36% tinham o segundo grau concluído e 8% tinham o curso superior completo.

Dos 800 consumidores entrevistados, 47,6% disseram que a sua situação financeira melhorou em relação ano passado e 39,2% que está igual. Já 11,2% responderam que piorou e 2% não responderam.

Após quitar a dívida 42,7% dos entrevistados disseram que pretendem voltar a fazer compras nos próximos meses, principalmente eletrodomésticos, roupas e calçados, móveis, alimentos, celular, automóvel e restabelecer seus cartões de crédito, além de outros bens.