Descendo do pedestal
Fonte:
Cláudio Boriola -
22/12/2009
Visualizações: 560855
Fim de ano, época de reflexões. Pensamos, quase sempre, que o certo é aquilo que nunca está errado. Os Romanos diziam que toda definição é perigosa. Dessas afirmativas temos o apoio intelectual para pensar melhor e conforme o conhecimento do terra a terra. Isto é, dos menos evoluídos, intelectualmente. Este artigo serve de reflexão da passagem do ano de 2009 para o ano de 2010.
Nem sempre tudo o que é certo é certo e, nem tudo que é errado está errado. Muitas vezes da incerteza surge o ponto máximo da segurança. Noutras vezes, o que nos parece incerto, dá-nos a certeza absoluta. Vejamos alguns exemplos, que nos servem de parâmetros, para todos aqueles, que imaginam ter na aparência, no aspecto pessoal ou, na simbologia da profissão, que exercem – o anel de formatura, a balança dos militantes da Advocacia, a enxada do lavrador e a pena do estudante.
Existiu há milênios um exemplo para o Mundo que é, na verdade o símbolo do Amor, da Verdade, da Justiça e da Paz. Foi um homem de cabelos compridos e barbas longas, antes de existir Roberto Carlos, que na sua humildade, verdadeiramente, demonstrou-nos, ser o maior Soberano do Universo. Este é o Cristo, filho do Senhor dos Céus, que nunca ninguém viu trabalhar, amar, acariciar, presentear e dar vida, mas que existe, entre todos os Povos do Universo.
Mandou-nos seu filho humilde, de chinelos bastante simples, sem sequer ter dinheiro para fazer sua barba. Mesmo assim, chamavam-no e o chamamos, hoje, de Soberano, sem que tenha tido nenhuma res ou nenhuma propriedade material. Mas, trazia consigo uma bagagem de conhecimentos imensuráveis, embora, inexistia, na época, as chamadas Faculdades de Cursos Superiores, em geral. Trazia consigo o Poder da cura, sem ter passado pelos bancos escolares, mas levantava andrajosos, sarava doentes e invertia a morte com a vida.
Chamavam-no Doutor, sem sequer ter o manejo de uma agulha ou bisturi; aliás, remédios, nem existiam, em frascos ou ampolas, modernas, como hoje.
Não tendo escola chamavam-no Doutor e, na verdade, nem se sabia o que queria dizer a palavra Doutor naquela época, pois, realmente, havia mais espíritas e benzedores do que Doutores, formados. Tinha tanto poder e tanta força, quiçá hipnótica ou espiritual, que todos se curvavam aos seus olhares. Era realmente humilde este Senhor, que submetido à vingança, à tortura e à morte, ressuscitou no terceiro dia, deixando os poderosos da época, verdadeiramente, inconformados e abismados.
Subiu aos céus, sem existir aeronaves ou foguetes, que simbolizam a cobiça do homem moderno e, de lá, até hoje, nos abençoa pela existência da vida, do ar, que respiramos, da luz, que ilumina o Mundo, e dos astros, que fazem da escuridão da noite o clarão do dia.
Fez de tudo um pouco, mas que retrata ao Mundo moderno, aos globalizadores a sua importância, sem tanto conhecimento humano. Deixou-nos a mensagem, como fomos, como somos e por que não sermos humildes e semelhantes a Ele.
Andou pelo Mundo, como nós Homens, deixou-nos as maiores heranças da vida – a Fé, a Esperança e a Caridade e esta recomendação:
– Será que, seremos capazes de entender as diferenças, entre as diferenças, o amor entre o desamor, as intrigas e a cobiça, entre as intrigas e as cobiças.
Afinal, quando iremos descer do pedestal, Senhores cultos, aculturados e universitários, com a soberba condenável pelo “Amai-vos uns aos outros, como eu os tenho amado”.
Quando irá o homem entender, que dentro do erro há coisas maravilhosas, que senão tivesse acontecido o erro, não teríamos hoje, o correto!?
Esta é a minha mensagem do Natal e do Ano Novo, a todos os meus amigos, inimigos, clientes e autoridades brasileiras.
A todos um Natal de reflexões e um Ano Novo, dentro dessa roda do entendimento humano, para sempre pensar, tolerando as situações do momento e, perdoando para um dia sermos perdoados.
Comentários dos Internautas:
Obs.: As mensagens são de inteira responsabilidade de seus autores.
Não existem comentários para essa notícia
|